Piquete, SP · Serra da Mantiqueira

Pico dos Marins

Um dos cumes mais altos de São Paulo: 2.420 m, com lajes de pedra, escalaminhada no Elevador e vento forte do Morro do Careca para cima. É um dia longo, que pede saída de madrugada e respeito pela neblina.

Cume2.420 m
Ida e volta12 km
Subida860 m
NívelPesada
Subindo≈ 4h30
Descendo≈ 3h30
Ver o meu dia grátis

Escolha o dia e veja a hora de acordar, de começar e de descer, com a previsão no cume. O plano completo em PDF custa R$ 19,90.

O próximo sábado

Com JavaScript ligado, aqui aparece o próximo sábado calculado com a previsão do tempo.

Como é o dia

  1. A estrada. De São Paulo são cerca de 220 km (3h30): Dutra até Lorena, BR-459 até Piquete e estrada de terra até o Bairro dos Marins. O último trecho é íngreme.
  2. A base. A trilha começa no Acampamento Base Marins (1.560 m). Assine o livro de registro antes de subir. Quem quer o nascer do sol no cume começa entre 1h e 3h da manhã.
  3. A mata e o Morro do Careca. Cerca de 1,5 km depois, a 1.800 m, a mata acaba e começam o campo aberto e as lajes. Daqui para cima o vento não para.
  4. O Elevador. Por volta do km 4,5 (2.250 m) há um trecho de escalaminhada, com as mãos na pedra. Molhado, escorrega muito.
  5. O cume e a volta. A subida leva cerca de 4h30 e a descida cerca de 3h30, pelo mesmo caminho. Na volta, a base serve almoço de fogão a lenha.

O plano faz esse dia com os seus horários: a sua data, de onde você sai, de carro ou de ônibus, e o ritmo do seu grupo.

O tempo no Pico dos Marins

O melhor período é de abril a agosto: seco e de céu limpo, mas frio. No inverno faz menos de 0 °C no cume, com vento forte e risco de hipotermia.

De novembro a março há tempestade à tarde. Nessa época, suba cedo e esteja embaixo antes do meio-dia. A neblina pode fechar as lajes em minutos: em janeiro de 2022, 32 pessoas se perderam com chuva e vento e os Bombeiros precisaram trazê-las de volta.

A previsão da cidade não serve para o cume. O plano usa a previsão no alto da montanha, hora a hora, para o seu dia.

O que levar

  • Corta-vento e agasalho. Vista o corta-vento antes de sair da mata, não no cume.
  • Água para o dia. A última água é uma nascente antes do Morro do Careca (km 1,3). Pergunte na base se ela está correndo.
  • Lanterna de cabeça, para a saída de madrugada.
  • A trilha baixada no celular (Wikiloc ou outro app). O sinal é fraco ou nenhum na maior parte do caminho.
  • Dinheiro ou Pix para o estacionamento da base (cerca de R$ 20 por dia).
  • Um saco para o lixo. Tudo o que sobe desce com você, inclusive papel higiênico.

Quando voltar

  • Se a neblina fechar nas lajes, espere ela abrir ou volte pelo mesmo caminho. Não procure atalho: siga os totens de pedra e o rastro.
  • De novembro a março, comece a descer cedo o bastante para estar embaixo antes do meio-dia, antes das tempestades da tarde.
  • Se chover no Elevador, não suba: a pedra molhada escorrega muito.
  • Cansaço forte na subida é motivo para voltar: em junho de 2025 uma trilheira de 57 anos foi resgatada depois de passar mal.

O seu plano dá a hora exata de começar a descer: a que deixa você embaixo com luz do dia e longe da chuva prevista.

Antes de ir

  • Guia: não é obrigatório, mas as lajes têm muitas bifurcações e a marcação some na neblina. Na primeira vez, vá com quem conhece.
  • Estacionamento: na própria base (Refúgio Marins), cerca de R$ 20 por dia para quem não se hospeda. Enche em feriado.
  • Sem carro: ônibus até Lorena ou Piquete e táxi ou transfer combinado até a base. Não há ônibus até o início da trilha.
  • Regras: proibido fogueira; assine o livro de registro na saída e na volta.
  • Emergência: Bombeiros 193. Hospital na região: Santa Casa de Lorena (Rua Dom Bosco, 562).

Pesquisado em novembro de 2026 em mochileiros.com, gaiagps.com, summitpost.org, wikiloc.com, peakvisor.com, band.com.br e al.sp.gov.br. O preço do estacionamento vem de relatos de 2017 a 2022: confirme na base.

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